Todas as respostas às perguntas que você se faz.

Perguntas frequentes

A colocação de implantes mamários é dolorosa?

Quando o dispositivo é colocado entre a glândula mamária e o músculo peitoral, o pós-operatório é pouco doloroso incluindo, simplesmente, uma sensação de tensão na zona dos seios durante alguns dias. Quando o dispositivo é colocado por trás do músculo peitoral, o pós-operatório é normalmente mais doloroso, podendo ser necessária a administração de analgésicos durante alguns dias. O grau de dor está também diretamente associado a fatores individuais tais como, entre outros, a adequação entre o volume do implante escolhido e a elasticidade da pele.

O meu parceiro poderá sentir as minhas próteses?

Um implante, mesmo que seja perfeitamente tolerado, pode ser perceptível, visível ou detectável no conjunto; pode ser possível palpar o respectivo rebordo periférico. A percepção de um dispositivo varia em função do seu posicionamento, do seu conteúdo e da espessura da glândula mamária e dos tecidos. Regra geral, a visibilidade é mínima em caso de implantação por trás do músculo. Na cirurgia reconstrutiva, após uma mastectomia, o implante é sempre palpável, independentemente do local onde é implantado devido à ausência da glândula mamária.

Posso amamentar após a colocação dos implantes mamários?

De um modo geral, não existem contra-indicações à amamentação após o implante, independentemente do tipo de dispositivo; no entanto, a mesma pode ser comprometida caso, durante a intervenção, os condutos galactóforos tenham sido seccionados. Um abscesso do seio, mais frequente durante a amamentação, pode obrigar à remoção do implante. Por outro lado, nenhum estudo científico comprovou uma relação de causa/efeito entre a amamentação e implantes previamente cheios de gel de silicone. Não existe qualquer método de detecção da quantidade de silicone no leite materno. Um estudo, realizado por Semple et al, utilizando o silício (muito abundante na natureza e do qual deriva o silicone) como unidade de medida, permitiu constatar que a quantidade encontrada no leite das mulheres portadoras de implantes é idêntico à quantidade encontrada no leite das mulheres sem implante.

Qual o custo médio desta intervenção?

Na França, este varia em função de diversos elementos:

  • tipo de dispositivo utilizado
  • local de intervenção: clínica ou hospital
  • duração da hospitalização
  • honorários do cirurgião e do anestesista.

 

É necessário substituir um implante mamário? Ao final de quanto tempo?

Um implante mamário nunca é colocado a título definitivo; como qualquer biomaterial, este envelhece, usa-se e a sua duração não é conhecida com exatidão. Depende das atividades do indivíduo, assim como da reação do corpo face ao implante.

Devido ao envelhecimento do implante, a fatores pessoais e/ou complicações loco-regionais, a paciente portadora de um implante deve estar consciente de que poderá ser submetida a outras intervenções durante a sua vida. Esta manterá assim os benefícios deste último, desde que a ecografia, a RM ou outros exames não revelem uma deterioração da integridade do implante.
Contudo, cabe ao cirurgião determinar, em último recurso, a escolha da renovação de um implante.

Quais as possíveis complicações associadas à intervenção?

Tal como com qualquer outra intervenção cirúrgica, podem surgir dores no período pós-operatório. É indispensável que a intervenção seja precedida de uma consulta de anestesia; será efetuando um balanço pré-operatório adaptado e uma mamografia de controle.

Que tipo de vigilância é necessária após a colocação de um implante mamário?

Após a colocação de um implante mamário e, de um modo geral, como para todas as mulheres, independentemente do tipo de dispositivo colocado, recomenda-se veementemente um acompanhamento anual com um objetivo preventivo. É obrigatório realizar um acompanhamento médico regular, clínico e radiológico (ecografia, RM). Para limitar o risco de ruptura, a compressão mamária não deve ser exagerada; a paciente deve avisar obrigatoriamente o médico radiologista ou o técnico responsável quanto à presença dos implantes, sendo que o técnico é o responsável pelo método a empregar.

Como para todas as mulheres, o auto-exame da mama deve ser realizado mensalmente, sobretudo após o período menstrual.
É necessário também informar o seu ginecologista habitual sobre a presença de implantes mamários.
Após uma reconstrução mamária, para além da vigilância habitual após tratamento do cancro, aconselhamos que consulte o seu cirurgião regularmente.

O seu cirurgião deve entregar-lhe o seu cartão de paciente, onde estão incluídas todas as informações associadas aos seus implantes. Deve manter este cartão consigo.

Como escolher o cirurgião?

A colocação de implantes mamários deve ser levada a cabo por um cirurgião competente inscrito na Ordem dos Médicos. Um cirurgião plástico é um cirurgião com formação em cirurgia plástica, reconstrutiva e estética.

Na França, existem duas associações de cirurgiões que são a referência na profissão: a Société Française de Chirurgie Plastique, Reconstructrice et Esthétique (SOFCPRE) e a Société Française des Chirurgiens Esthétiques et Plasticiens (SOFCEP).

Não hesite em consultar vários cirurgiões pois deverá existir uma relação de absoluta confiança entre a paciente e o seu cirurgião.

Que questões o cirurgião me deverá fazer para avaliar os riscos inerentes a este tipo de operação?

  • Toma medicamentos?
  • Fuma?
  • É alérgica ou sensível a alguns alimentos, medicamentos, pensos, borracha, ...?
  • Já desenvolveu cicatrizes vermelhas, inchadas ou grandes?
  • Tem tendência (você ou algum dos seus ascendentes/descendentes) a desenvolver hemorragias nasais ou hemorragias prolongadas após um ferimento ou equimoses sem ferimentos?
  • Está sujeita (ou um dos seus ascendentes/descendentes) a doenças hematológicas ou auto-imunes (por exemplo Lupus eritematoso, esclerodermia, artrite reumatóide, vasculite)?
  • Sofre frequentemente de inchaço ou dores nas articulações?
  • Quando está exposta ao frio, sente dores fortes nas mãos e/ou as suas mãos ficam brancas com o frio?
  • Sofre de rigidez das mãos, pés ou joelhos de manhã?
  • Já sentiu uma sensação de tensão na pele, rosto, braços ou pernas com frequência?
  • É possível que esteja grávida?
  • Sofreu ou sofre de qualquer outra doença (por exemplo, desordem neurológica ou psiquiátrica, diabetes, desequilíbrio hormonal, etc.?)